Análise estratégica para empresários que querem entender lucro presumido ou real qual o melhor em 2026 e como cada regime impacta caixa, margens e créditos.
Você já deve ter se perguntado: lucro presumido ou real qual o melhor para a sua empresa em 2026?
A resposta não está só em “pagar menos imposto”, e sim em quanto dinheiro sobra no caixa depois dos tributos.
Em 2026, essa decisão fica mais estratégica porque novos modelos de tributação sobre consumo entram em fase inicial de transição e exigem mais organização fiscal, enquanto IRPJ e CSLL seguem pelas regras atuais.
Ou seja, escolher o regime por hábito, sem simulação realista, pode comprometer liquidez exatamente quando você precisa de caixa para crescer, investir ou atravessar oscilações de mercado.
Neste artigo, você vai entender como cada regime funciona, quando cada um tende a gerar mais caixa e quais critérios objetivos usar para decidir com segurança.
A escolha em 2026 não é “qual paga menos”, e sim “qual protege mais o caixa”
Dois regimes podem apresentar cargas tributárias parecidas na teoria e, ainda assim, gerar resultados financeiros bem diferentes.
Isso acontece por três motivos principais:
- A base de cálculo muda;
- A forma de apurar PIS/Cofins muda;
- O imposto acompanha (ou não) a sua margem real.
Assim, quando o empresário pergunta lucro presumido ou real qual o melhor, a pergunta correta por trás é: qual regime combina com minha margem, minha estrutura de custos e meu plano para 2026?
Se o regime presume lucro maior do que você tem, ele drena caixa.
Se você tem créditos e não aproveita, deixa caixa na mesa.
Como funciona o Lucro Presumido em 2026?
No Lucro Presumido, a Receita presume uma margem de lucro sobre a receita bruta.
Você paga IRPJ e CSLL sobre essa margem estimada, não sobre o lucro efetivo.
Em 2026, podem optar pelo Presumido empresas que faturaram até R$ 78 milhões no ano anterior.
Se a empresa ultrapassar esse teto, precisa migrar para o Lucro Real no ano seguinte.
Os percentuais de presunção variam conforme a atividade. De forma geral:
- Comércio e indústria usam presunção de 8% para IRPJ;
- Serviços em geral usam presunção de 32%.
Como há percentuais específicos por CNAE, o enquadramento correto faz diferença direta no seu caixa.
Um CNAE mal posicionado pode elevar a presunção e aumentar o imposto mesmo sem crescimento real de lucro.
Depois de aplicar a presunção, incidem as alíquotas:
- IRPJ: 15% sobre a base presumida, com adicional de 10% sobre a parcela que exceder R$ 20 mil por mês de lucro presumido (ou R$ 60 mil por trimestre).
- CSLL: 9% sobre a mesma base.
Em PIS e Cofins, o Presumido usa o regime cumulativo, com alíquotas menores (0,65% e 3%), porém sem créditos.
Na prática, o que você paga nessas contribuições nas compras entra como custo do produto ou serviço, não como abatimento de imposto.
Quando o Presumido costuma gerar mais caixa?
O Presumido tende a ser favorável quando sua margem real fica acima da presunção e sua operação tem poucos custos que gerem créditos relevantes.
Um exemplo simples: se uma empresa de serviços opera com margem líquida de 40%, ela paga imposto como se lucrasse 32%, e essa diferença vira caixa recorrente.
Além disso, a previsibilidade trimestral facilita planejar pró-labore, distribuição de lucros e investimentos.
O ponto de atenção é claro: se a margem cair, o imposto não cai junto.
Como funciona o Lucro Real em 2026?
No Lucro Real, IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro líquido ajustado, apurado pela contabilidade completa.
As alíquotas são iguais às do Presumido, mas a base é o lucro efetivo.
Assim, quando o resultado diminui, o imposto diminui junto, protegendo o caixa em meses fracos.
Em contrapartida, o regime exige controles contábeis e fiscais mais rigorosos, porque qualquer erro de apuração expõe a empresa a risco.
A grande alavanca do Real aparece em PIS/Cofins no regime não cumulativo.
Nesse modelo, as alíquotas são maiores (PIS 1,65% e Cofins 7,6%), porém a empresa pode tomar créditos sobre custos e insumos elegíveis.
Em operações com cadeia pesada de custos — como indústria, atacado, logística, saúde com estrutura intensiva ou negócios com alto volume de insumos, energia e fretes — esses créditos reduzem o valor líquido a pagar e liberam caixa ao longo do ano.
Quando o Real costuma gerar mais caixa?
O Real costuma vencer quando a margem real fica abaixo da presumida, quando o lucro oscila durante o ano ou quando há muitos custos creditáveis.
Imagine um negócio de serviços com margem líquida real de 18%: no Presumido ele seria tributado como se lucrasse 32%.
No Real, paga imposto só sobre o lucro que realmente existe.
Além disso, esse regime permite aproveitar deduções e incentivos legais quando aplicáveis, o que reduz a conta final.
Comparativo direto: qual regime melhora o caixa?
Três cenários resolvem a maior parte das dúvidas de forma objetiva:
- Margem alta e custos simples: se sua margem fica consistentemente acima da presunção e seus custos creditáveis são baixos, o Presumido tende a gerar mais caixa. Você paga sobre uma base menor que o lucro real e mantém previsibilidade.
- Margem apertada ou sazonal: se a margem real fica abaixo da presunção, o Real costuma proteger melhor o caixa, porque o imposto acompanha o resultado. Assim, você evita pagar sobre lucro que não existiu.
- Cadeia com muitos créditos: se sua operação tem custos relevantes que viram crédito, o Real pode sobrar mais caixa mesmo com alíquotas maiores, porque os créditos reduzem PIS/Cofins líquidos. Em várias empresas, essa conta muda totalmente a escolha.
Por isso, lucro presumido ou real qual o melhor não tem resposta pronta. A resposta certa depende de números do seu setor e da sua operação.
Erros que mais drenam caixa na escolha do regime
Existem diferentes erros cometidos na hora de definir o regime tributário.
Por isso, entenda cada um dos pontos a serem analisados:
- Escolher apenas pela alíquota aparente.
- Ignorar créditos de PIS/Cofins no Lucro Real.
- Usar CNAE inadequado e cair em presunção maior do que deveria.
- Desconsiderar sazonalidade e decidir com base em um período atípico.
- Olhar só para o passado e não projetar 2026.
Cada um desses erros aumenta imposto ou reduz liquidez sem você perceber no dia a dia.
Passo a passo para decidir o melhor regime em 2026
- Confirme se pode optar pelo Presumido: faturamento até R$ 78 milhões e atividade permitida.
- Calcule sua margem líquida média real dos últimos 12 meses e separe meses fora da curva.
- Mapeie custos que geram crédito no Real conforme seu segmento.
- Simule Presumido x Real pelo fluxo de caixa, incluindo adicional de IRPJ, créditos, deduções e perfil de lucro trimestral.
- Projete 2026: crescimento, mudança de mix, investimentos e reajustes de preços podem inverter o resultado.
O regime certo é o que aumenta sua liquidez
Em 2026, o Presumido costuma favorecer empresas com margens altas, custos enxutos e foco em previsibilidade.
Já o Real tende a proteger negócios com margem menor, volatilidade ou volume alto de créditos e despesas dedutíveis.
Como cada empresa combina esses fatores de um jeito único, decidir por regra de bolso é arriscado.
A All Blue Contabilidade faz essa análise de forma personalizada: cruza margens, custos, CNAE e projeções de 2026 para indicar o regime que realmente gera mais caixa com menor risco — e acompanha sua execução ao longo do ano para evitar surpresas.
Se você quer saber, com precisão, lucro presumido ou real qual o melhor para a sua empresa, peça uma simulação antes de fechar o próximo ano-calendário.
Essa decisão pode ser a diferença entre entrar em 2026 com caixa para investir ou com imposto sobrando para pagar.




